Domingo, 19 de Setembro de 2010

O prazer da cultura

No outro dia fomos dar um passeio até Felgueiras e visitamos o Mosteiro de Santa Maria de Pombeiro.

 

O Mosteiro em si encontra-se num estado intermédio de conservação e merecia um investimento. Afinal de contas trata-se do património cultural do país e este nunca deveria ser de interesse secundário. A nossa história é a nossa identidade.

 

Bem, o que eu gostaria de abordar aqui é uma situação que eu acho de certo modo ridícula.

Existe uma coisa chamada Rota do Românico do vale do Sousa que, infelizmente, penso ser muito pouco conhecida.

Quando chegamos ao Mosteiro, e demos uma pequena volta para o visitar, não nos apercebemos que, algures lá dentro, existia uma sala de informações relativas à relevância do Mosteiro nesta rota e que nessa sala se encontrava um guia disponível para nos elucidar sobre a história do Mosteiro.

 

Por que é que não reparamos?...

...porque não havia qualquer tipo de sinalética/identificação que indicasse a existência deste espaço e, como é natural, ninguém adivinha!

 

A nossa sorte foi que um senhor, que estava a limpar a Igreja após um casamento, nos levou até à sala do Guia (um sitio bastante escondido).

 

Pelo que o Guia nos disse, a falta de sinalética advém de um conflito entre o organismo que gere a rota do românico e o organismo que gere os monumentos.

Considerando que ambos são instituições publicas que funcionam com dinheiros públicos e são dirigidos ao público, eu, que sou parte do público, digo que se deixem de porcarias e trabalhem para o benefício de todos.

Mas porque raio é que andam sempre todos à turra e à massa? Não é tudo parte do mesmo?!

 

Eu não sei se o Guia recebia poucos visitantes e estava desejoso por falar com alguém, (estar sozinho à espera que apareça alguém deve ser muito chato) ou se ele tinha realmente muito entusiasmo pelo tema mas, a verdade, é que ele falava com tanta paixão e queria tanto contar-nos tudo que até se atrapalhava com as palavras. 

 

Gostamos muito de ter conversado com o Guia, ele explicou-nos muitos factos históricos do Mosteiro e da rota em si, vimos um vídeo ilustrativo/publicitário e pessoalmente fiquei com uma vontade enorme de ver mais e mais!

Mas é assim que eu sou, e Ele sabe-o bem. Eu entusiasmo-me com estas coisas.

 

Termo-nos encontrado com o Guia foi puro acaso e adorei o pequeno momento cultural que se proporcionou.

A melhor parte, para mim, de quando se dá um passeio é encontrar coisas por acaso, onde e quando menos se espera. Dá magia ao momento e faz as coisas parecerem mais especiais.

 

Gostei e quero mais!

Já estava com saudades de partir à descoberta do mundo.

sinto-me: Aventureira
publicado por Ela às 01:28
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